Dois momentos distintos
Já escrevi em outras vezes e, não é novidade para ninguém, que as nossas vidas são preenchidas por bons momentos e outros nem tanto. “A vida é feita de encontros e desencontros; encantos e desencantos; alegrias e prantos”, enfim...
Em um pequeno tempo de três dias vivemos dois momentos distintos, nos quais experimentamos sensações diferentes. O primeiro, foi a passagem do senhora Natália Kwuiava a qual desde 1976 fazia parte da vizinhança e granjeava a simpatia dentro dos seus círculos de amizade como o Terço das Mulheres. Na sua encomendação, dezenas de pessoas mostraram a sua solidariedade e comiseração, embora elas não quisessem lá estar. Das orações costumeiras, entremeadas por mensagens diversas destacaram-se as músicas cantadas e embaladas em polonês pelo acordeonista Roque, também Ministro da Eucaristia e atuante na comunidade polonesa, o que se constituiu em novidade.
Natália partiu aos 86 anos deixando cinco filhas e o marido com quem conviveu até o último dia na esquina das ruas Raul Mianda e Silva e Hipólito José da Costa, mais tarde assim denominada, artéria na qual moramos, desde 1976. Anexo, a sua residência, em um espaço parciomonioso, funcionava o conhecido Bar Kuiawa onde costumávamos comprar o pão-d’água embalado em meia folha de papel amanteigado.
O outro momento, já há dias programada, foi a comemoração dos 80 anos do meu irmão Ari Zago, o mais velho de oito irmãos. Há anos, residente em Coronel Teixeira exercendo a profissão de motorista, sempre correndo riscos na boleia de um caminhão, inicialmente trabalhando como colaborador na firma Marino Colpo e mais tarde, por conta. Nunca, em toda a sua trajetória teve acidentes graves, a não ser, quando de carro particular na rodovia entre Coronel Teixeira e Concordia foi ultrapassado indevidamente por um motorista irresponsável, evento que vitimou a sua esposa Clarisse Colpo e provocando ferimentos nele. Lembro-me da tantas idas e vindas entre Coronel Teixeira e Concórdia tentando resolver o impasse judicial que, infelizmente após tanto tempo perdido e desperdício financeiro não deu resultado, até porque o responsável pela colisão era um agente federal.
E, como acontece nesses momentos, a seleção de convidados sempre é uma incógnita. Por esquecimento, ou até, por limitação de pessoas e de espaços, alguns ou muito amigos e conhecidos ficam fora da lista. Bem como, certas pessoas não deram o seu aval e por um ou outro motivo não comparecem.
Uma coincidência entre os dois fatos citados é que a língua “polska” foi o “tempero”, uma raridade em se tratando de comunicação. Neste, o Arlindo de Áurea foi o protagonista bilíngue, que animou as aproximadas setenta pessoas presentes. E, para registrar na história eventos como os 80 anos muitas fotos são, (foram), tiradas, presentes em lembranças personalizadas, bebidas e comidas em profusão porque o receio de faltar excede ao apetite de comer.
De volta, à cidade após três semanas vazamento de água na esquina das duas ruas acima referidas, na primeira parte do texto. Aliás, nada de novo, mas reincidência, em aprte, devido à incompetência da operadora ou da terceirizada. Infelizmente a morosidade é a tônica na resolução da maioria dos problemas. Acontece isso aqui, lá e acola; em Florianópolis, (no trevo da Lagoa), apenas para citar um exemplo, na coleta do lixo, nas ruas mal conservadas e, em outros serviços básicos para a modalidade e mobilidade urbana.
Em tempo: dos últimos textos ecebi o feedback dos leitores Renato Mocellin e do Arno, da Mecânica multimarcas o que sempre representam um “upgrade” e uma lisonja para quem realiza algo, no meu caso escreve textos, os quais graciosamente, a maioria dos leitores compartilha e anui.