A planta chamada xaxim – (Diksonia Sellowiana) ocorre em nossa região e pode ser vista em alguns jardins e nas poucas áreas de florestas remanescentes. Também chamada de samambaiaçu e samambaia gigante. Prima das samambaias e avencas. Segundo a literatura estima-se que já existia em torno de 200 (duzentos) milhões de anos. Os pesquisadores a tratam como fóssil vivo das florestas pré-históricas. Não frutifica e nem floresce, mas compensa sua beleza nas delicadas e bem desenhadas folhas, obra da Natureza. É uma planta que gosta de solo úmido e muita sombra, sendo esses ambientes principalmente ao longo e margens dos rios e sub-bosques, apesar de também se adaptarem a ambientes mais secos. Normalmente encontraremos essa planta nas florestas/bosques em agrupamentos. Dificilmente plantas isoladas. Sua reprodução acontece por brotos que emergem no pé da planta mãe ou por esporos que é um pó muito fino quase invisível a olho nu, que se hospeda no verso das folhas.
O xaxim não há muitos anos atrás, sofreu uma desenfreada exploração comercial na retirada do caule que é de consistência fibrosa, para o fabrico de vasos destinados ao plantio de folhagens diversas, o que levou essa planta a ser protegida e constar no rol das espécies ameaçadas de extinção pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (CONAMA), a proibir a extração e exploração do xaxim.
Diante disso adveio a Lei Nº 11.754 de 1º de julho de 2004 que proíbe a extração e comercialização do xaxim.
Essa Lei entre outras medidas repressivas adotadas pelos órgãos de defesa ambiental e sustentável, foram decisivas para frear em tempo relativamente preciso o extermínio dessa importante espécie arbórea que enriquece nosso bioma, considerando que o xaxim é uma planta de lento crescimento.
Para que tenhamos uma planta de xaxim desenvolvida em seu habitat natural com as dimensões de um metro de altura e 50 centímetros de diâmetro, teremos que esperar pelo tempo aproximado de 20 anos.