O egoísmo está no sentimento de supremacia de nossos interesses sobre os interesses alheios (som alto que perturba o vizinho; vizinho que resolve cortar a grama de seu jardim em um domingo às sete e meia da manhã; vizinho que deixa seu cão latindo e vai trabalhar/passear; naquele indivíduo que se aproveita de uma vaga de estacionamento especial sem direito; daquele que empreende reformas no apartamento, fora dos horários estabelecidos, sem se importar com a perturbação que ocasiona ...)
O egoísta não é parceiro, que divide os bons e os maus momentos.
Kalf Kiran lembra as lições de Cristo quando afirma:
“Todos os que reencarnam no mesmo plano são corresponsáveis pela manutenção da paz, pela extinção da fome e da dor, pelo aconchego dos sofredores e pela instrução dos povos para a evolução das consciências e proliferação do amor.”
E continua:
“Se alguém não consegue ver os seus semelhantes como seres merecedores de bem-estar em todos os setores da existência, não aprendeu a amar e se não aprendeu a amar é muito fácil que passe a odiar aqueles que não fazem suas vontades ou não se submetem aos seus caprichos. O ódio afasta os que o poderiam ajudar a reequilibrar as emoções...”
Uma das consequências para o egoísta é que ele caminha para a solidão, pois os que percebam suas atitudes, dele se afastam...
E sentindo-se só, acaba endurecido, beirando à crueldade, “deixando à margem os mais necessitados e pisoteando aqueles que fazem parte da sua caminhada evolutiva e que são merecedores do seu respeito e consideração.”
“... surge então a mágoa em relação aos que fazem parte de suas relações e o ímpeto de culpar aos que estão mais próximos pela incapacidade de ser feliz.”